domingo, 12 de setembro de 2010

O entusiasmo alemão


Já estamos praticamente na metade de setembro. O tempo definitivamente passa rápido demais pro meu gosto.
Lembro como se fosse ontem do reveillon maravilhoso que passei ao lado dos meus amigos queridos em Berlim no ano passado. O trajeto Stuttgart-Berlim confesso que foi um pouco conturbado, mas os dias que passei na capital germânica compensaram todos os contratempos.
Passamos a virada na frente do Reichstag (parlamento alemão), pois o Brandenburger Tor já estava lotado. Éramos um grupo um tanto quanto notável - no meio de um bando de alemães com cara de mosca morta, cantávamos, dançávamos e rodopiávamos feito crianças pela neve, animadíssimos para o foguetório.
E é disso que eu quero falar, desse entusiasmo que todo alemão tem dentro de si. /ironic
Estávamos nós lá, uns dez brasileiros animadíssimos para a virada. Cantamos inúmeras músicas, dançamos até cairmos no chão. Faltavam cinco minutos para a virada. Conforme o tempo passava, mais eufóricos ficávamos.
De repente me dou conta de que todas pessoas ao nosso redor nos observam com cara de incredulidade e reprovação, provavelmente pensando "Oh mein Gott, spinnen sie?".
Meia-noite. O foguetório comeca, é 2010, é 2010!!! E os alemães... nada. Vocês não sabem o quão decepcionante foi ver que apenas nós festejávamos a virada e ver a cara de mosca-morta dos alemães observando os fogos.

Ai, desculpem, eu realmente nao achei uma foto que representasse melhor a cara deles. EHOAIEHAEHA
O episódio também se repete em jogos de futebol. No grito de gol já podemos sentir o tal do "entusiasmo" germânico. E o mesmo se repete em qualquer tipo comemoração. Chega a ser um absurdo.

Nada como um sangue latino correndo nas veias.

sábado, 11 de setembro de 2010

Fazendo as malas


Fazer malas sempre é algo complicado. De duas, uma: ou você está deixando sua casa, família e amigos para viver uma nova aventura mundo afora, ou você está voltando dessa aventura deixando milhares de boas recordações para trás.
Cada objeto que colocamos dentro da
mala tem um significado especial. Aquela blusa linda que você ganhou da amiga no aniversário, aquele livro que você ganhou de Natal do seu tio, aquela carta de despedida que você ganhou do seu melhor amigo ao ir embora. Fotos, cartas, presentes, lembranças e mais lembranças dos momentos inesquecíveis que você passou ao lado das pessoas que você ama. Na maioria das vezes, é muito difícil rompermos nossas raízes desses lugares. Até chegamos a pensar se ao irmos embora estamos fazendo a coisa certa; ficamos inseguros, tristes e temos medo. Medo do novo mundo que nos aguarda.
No entanto, fazer as malas tem seu lado bom. Um não; inúmeros.
Alguns apenas resolvem passar umas férias longe de casa. Desestressar, descansar e se divertir - nada melhor após uma semana árdua de trabalho com aquele chefe insuportável.
E há aqueles que fazem as malas realmente para embarcar numa vida nova. Intercâmbio, Au Pair, faculdade, curso de idiomas... As opções são tantas que a maioria dos jovens sente-se tentada a experimentar algo novo, num lugar totalmente diferente. Alguns apenas se arriscam a dar uma voltinha pelos sombreros mexicanos ou pelos tangos argentinos. Entretanto, grande parcela desses jovens sente-se fascinada com o fato de poder ir morar em lugares que jamais imaginaram, e se jogam de cabeça nessa ideia. Fazem as malas para uma vida nova, num mundo novo.
Eu fui uma delas. Depois de um ano em terras germânicas, decidi, enfim, que meu lugar é aqui. No Velho Mundo.